Cara Hunter, Porto Editora

Pura Raiva – Cara Hunter

Foi pura raiva!

SINOPSE

UMA RAPARIGA É RAPTADA NAS RUAS DE OXFORD. MAS ESTE É UM RAPTO DIFERENTE, PARA O INSPETOR FAWLEY.

Uma adolescente é encontrada a vaguear pelos arredores de Oxford, desorientada e angustiada. A história que Faith Appleford conta é assustadora: amarraram-lhe um saco de plástico na cabeça e levaram-na para um local isolado. Por milagre, sobreviveu. Mesmo assim, recusa-se a apresentar queixa.

O Inspetor Fawley investiga, mas há pouco que ele possa fazer sem a cooperação de Faith, que parece esconder alguma coisa. Mas o quê? E porque será que Fawley continua com a sensação de que já viu um caso como este?

Quando outra rapariga desaparece, Adam Fawley não tem escolha e tem mesmo de enfrentar o seu passado.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Eis o quarto volume da série do Inspetor Adam Fawley! Acabamos o último livro com uma reviravolta totalmente inesperada, por isso, estava ansiosa por uma nova investigação e acompanhar um pouco mais da vida de cada uma das personagens.

A história começa quando, no dia 1 de abril, um taxista decide telefonar para a policia dando conhecimento de ter dado boleia a uma jovem que encontrou a vaguear na beira da estrada, em muito mau estado, ferida, com as roupas sujas e rasgadas. Com muita dificuldade as inspetoras Somer e Everett conseguem que a vítima, Faith, lhes diga o que aconteceu. Amarraram-lhe um saco na cabeça, enfiaram-na numa carrinha e levaram-na para um barracão algures, onde foi violentada. Quase por milagre conseguiu sobreviver, mas recusa-se terminantemente a apresentar queixa. A possibilidade de não se tratar de um crime isolado aumenta o desespero dos detetives, que precisam de uma queixa formal para iniciar a investigação.

Fawley, ao tomar conhecimento da situação sente de imediato que os contornos do crime lhe são familiares, reconhecendo o modus operandi. Quando outra rapariga, Sasha, é dada como desaparecida pela mãe e encontrada sem vida num cenário de extrema violência, o inspetor percebe que será inevitável, terá de enfrentar os fantasmas do passado, o que poderá interferir gravemente com a vida de outras pessoas.

Para mim esta foi uma leitura rápida, viciante e stressante, instigada pela vontade perceber os crimes, a forma como se interligavam e também o segredo que o inspetor tentava ocultar de todos. Acho que muitas vezes me senti como os responsáveis pela investigação, irritada e frustrada pelo caso não ter desenvolvimentos efetivos, pelos palpites errados, pela falta de provas concretas. A parte final é mais emocionante, a história ganha outro ritmo. As temáticas abordadas são muito atuais e pertinentes, o crime em si tem pormenores interessantes e algumas revelações da trama secundária para mim foram o melhor deste livro.

Como se a investigação por si só não fosse suficientemente interessante, a escritora ainda consegue fazer ligações super inteligentes com a vida pessoal das personagens, vidas essas que vão evoluindo de livro para livro, tornando-nos a nós leitores cada vez mais próximos. Esta é uma das principais razões que me faz gostar muito de ler séries.

Não digo que seja obrigatório, mas no caso desta série em específico, considero importante que a leitura seja feita por ordem. Cara Hunter tem-se tornado uma escolha segura no que toca a qualidade. Já se renderam? Eu já estou à espera da próxima investigação.

Rating: 9 out of 10.

Como habitualmente pesquisei alguns dos cenários do livro.

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento à Porto Editora.

Os quatro volumes da série do inspetor Adam Fawley publicados em Portugal, por ordem:

  1. Perto de Casa
  2. No Escuro
  3. Sem Saída
  4. Pura Raiva

Almas dos Livros, Jack Higgins

O Rei em Lisboa – Jack Higgins

Cairá o duque de Windsor nas mãos dos nazis?

SINOPSE

Em julho de 1940, a aterrorizante máquina de guerra de Hitler prepara-se para invadir a Grã-Bretanha. Enquanto todos os focos estão voltados para as fronteiras, Hitler encontra uma oportunidade para realizar uma jogada audaciosa que poderá mudar o curso da guerra. Para tal, decide sequestrar o monarca que abdicara do trono inglês, e utilizá-lo contra um governo britânico cada vez mais em apuros.

Walter Schellenberg, Brigadeführer das SS e major-general da polícia, recebe ordens de Hitler para se encaminhar para Lisboa e raptar o duque e a duquesa de Windsor, na altura alojados na mansão de um conhecido banqueiro no Estoril, depois de terem fugido à ocupação alemã de França. Esta missão vai colocá-lo numa parceria improvável com uma bela americana e com um crescente movimento clandestino antinazi.

Procurado por implacáveis agentes da Gestapo e perseguido através dos caminhos ocultos e mortais de Lisboa, Madrid e Berlim, o duque esbarra com a sua lealdade e com o destino da Grã-Bretanha. Mas quem, de entre os serviços secretos alemães, será audacioso o suficiente para capturar um Rei?

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Tenho impressão de que descobri um novo género de eleição, romance de espionagem. Este foi especial por se basear em factos verídicos e decorrer no período da segunda Guerra Mundial, com Lisboa como pano de fundo. Surpreendeu-me muito pela fluidez e pela forma como me deixou ansiosa para descobrir o destino do rei. Não tive um minuto entediante!

Decorre o ano de 1940 e Hitler deseja ardentemente invadir a Grã-Bretanha, um passo fundamental para o domínio nazi. Fugidos de França após a ocupação, o Duque de Windsor e a sua amada Wallis estão hospedados no Estoril, na mansão de um conhecido banqueiro português.

Para alcançar o seu intento, o Führer designa que o major-general e Brigadeführer das SS, Walter Schellenberg, se dirija a Lisboa e tente convencer o duque a unir aos nazis, a bem ou a mal, raptando-o se tal for necessário. Nesta missão, envolver-se-á numa parceria pouco honrosa com uma americana destemida e com vários responsáveis pelo movimento secreto antinazi. Lisboa era um ninho de espionagem, tornando cada vez mais complexa a tarefa de confiar em alguém.

O que dizer mais sobre esta aventura fascinante? Não será spoiler dizer-vos que o livro contempla um epílogo com um final fechado, o que eu prefiro. Finalizada a leitura pesquisei muito sobre a história de base e fiquei fascinada por ver que tanto dela é real, por colocar rostos nas personagens. Gostava de ter visto maior profundidade nos factos históricos, mas é uma dualidade, porque tenho noção que isso abrandaria o ritmo da narrativa. A escrita é bastante simples e o livro é repleto de diálogos.

Walter Schellenberg é uma “personagem” espantosa, embora acredite que foi bastante romantizada neste livro e que na verdade ele foi um homem de muitas e indecifráveis camadas. Fico sempre muito curiosa em conhecer o outro lado, para compreender como os nazis se sentiam, se agiam realmente de livre vontade e em plena consciência das atrocidades que cometiam.

Se gostam de espionagem, de explorar as várias temáticas em torno da segunda Guerra Mundial, de histórias cheias de ação, então têm que ler este livro.

Rating: 9 out of 10.

De seguida alguns dos cenários e das personagens que encabeçam esta história.

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento à Editora Alma dos Livros.

Alice Feeney, Porto Editora

Ele & Ela – Alice Feeney

Alguém está a mentir…

SINOPSE

Anna Andrews tem finalmente aquilo que sempre desejou, ou quase… Ao fim de muitos anos de trabalho árduo, conseguiu enfim tornar-se apresentadora do noticiário da BBC. Mas, porque o acaso se encarrega muitas vezes de desarranjar os sonhos, Anna vê-se novamente como repórter, a cobrir o assassinato de uma mulher em Blackdown, uma pacata vila inglesa onde ela própria viveu a sua infância e adolescência.

O inspetor-chefe Jack Harper deixou Londres por um motivo, mas nunca pensou que acabaria a trabalhar em Blackdown, e muito menos como principal suspeito do crime que está a investigar e que, de dia para dia, se reveste de contornos cada vez mais sinistros.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

As saudades que eu tinha de ler um thriller assim, que me agarrasse desde as primeiras páginas, com escrita simples e fluida, muitos segredos e reviravoltas, nível de mistério constante e um final imprevisível, aliás, que não lembra o diabo! Algures pelo meio ainda desconfiei, mas a história é, de tal forma manipuladora, que rapidamente perdi confiança na minha suposição.

A história é narrada em duas vozes, cada uma expressando o seu ponto de vista sobre cada situação. No entanto, estas personagens são tudo menos confiáveis, nenhuma delas parece ser absolutamente sincera. Todos temos segredos, e raramente o invólucro coincide com o interior.

Anna Andrews é apresentadora do noticiário One O’clock News da BBC, lugar que conquistou com muito esforço. Inesperadamente, retrocede ao seu antigo posto de repórter e vê-se obrigada a cobrir o assassinato de uma mulher em Blackdown, a sua terra natal. Jack Harper abandonou Londres e trabalha atualmente como inspetor-chefe de Blackdown. É o responsável pela investigação e, sem que dê por isso, torna-se também o principal suspeito.

Esta história é galopante, desde o primeiro capítulo. Ainda não havia acontecido o crime e a minha curiosidade já estava aguçada. Vamos remexer no passado das personagens e descobrir que as pessoas que nos rodeiam conseguem ser muito piores do que imaginamos. À medida que avançamos, vamos conhecendo diversas personagens, percebendo as suas ligações, fazendo conjeturas sobre a identidade do assassino. Aviso que existem gatilhos fortes, nem sei qual me perturbou mais.

Antes de escrever esta opinião fui reler algumas passagens para ter certeza que a revelação final fazia sentido e, realmente, fui muito bem manipulada! Não direi mais, sob risco de cometer algum spoiler. Adorei, recomendo e espero que a Porto Editora continue a editar os livros da autora.

Rating: 9.5 out of 10.

Não podiam faltar os cenários!

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento à Porto Editora.

Companhia das Letras, Hugo Gonçalves, Penguin Random House Grupo Editorial

Deus Pátria Família – Hugo Gonçalves

O Salazar disse uma vez que “O poder só pode agradar aos tolos ou aos predestinados.”. Esqueceu-se foi de acrescentar que apenas um tolo se acha predestinado.

Detetive Cardoso, Deus Pátria Família

SINOPSE

Lisboa, 1940
Uma mulher é encontrada morta no santuário do Cabo Espichel, envolta num manto branco, com um rosário entre os dedos. Os peregrinos confundem-na com uma aparição de Nossa Senhora. Os detetives encarregados do caso não vão em delírios, mas também não imaginam que aquele é apenas o primeiro homicídio.

Vivem-se tempos estranhos: os tanques alemães avançam Europa fora e a bandeira nazi é içada na torre Eiffel. A Lisboa chegam milhares de estrangeiros e refugiados judeus, que escolhem a capital portuguesa como abrigo temporário ou porta de saída para uma vida sem medo.

As vítimas vão-se sucedendo: todos os meses, aparece mais uma mulher morta, numa sucessão de crimes de matizes religiosos. A Polícia de Investigação Criminal entrega o caso a Luís Paixão Leal, ex-pugilista de memória prodigiosa, com um olho de vidro e um passado misterioso em Nova Iorque. O detetive, que vê na justiça uma missão de vida, empenha-se em descobrir o culpado.

Até que, numa manhã de domingo, tudo muda: um golpe violento afasta Salazar do poder e sacode o xadrez político do país. Portugal abandona a neutralidade na guerra e alinha-se com as forças do Eixo. Nas ruas da capital, começa o cerco aos refugiados judeus e ecoam as tenebrosas memórias das perseguições da Inquisição.

Com a reviravolta política, Paixão Leal vê-se no centro de uma conspiração ao mais alto nível. O detetive, que vive com uma judia alemã e os seus dois filhos, sente a ameaça a bater-lhe à porta. Num mundo à beira do colapso, pagará um preço caso insista em desvendar a verdade.

Dos loucos anos 1920 nos Estados Unidos à convulsa década de 1940 em Portugal, chega-nos uma versão alternativa do nosso passado, com ecos no presente, porque basta uma única reviravolta para mudar o rumo de um país e assombrar milhares de vidas. Entrelaçando um mistério policial com uma saga familiar, Deus Pátria Família é um romance magnético do autor finalista dos Prémios PEN Clube e Fernando Namora.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Complexo, algo exigente e intrincado, assim é o novo romance de Hugo Gonçalves. Depois de ler uma biografia sobre Salazar pareceu-me a continuação perfeita, uma versão alternativa dos anos de regime ditatorial.

Esta história, que mistura realidade com ficção, começa com a descoberta do cadáver de uma mulher no Santuário do Cabo de Espichel, sob um manto branco, com um rosário entrelaçado nas mãos, como uma aparição. Paixão Leal é o detetive responsável pela investigação, um homem no mínimo peculiar, que fará deste trabalho a sua missão. O caso adquire contornos ainda mais insólitos quando um mês depois um novo cadáver aparece e a vítima é em tudo semelhante à primeira.

Estamos em 1940, Portugal um pouco à margem da Segunda Guerra Mundial recebe milhares de estrangeiros e judeus desesperados, que vêem em Portugal um pouso temporário ou apenas um ponto de passagem. O panorama muda drasticamente quando um golpe afasta Salazar do seu cargo e Portugal abandona a neutralidade, unindo-se à Aliança do Eixo. A partir deste momento, judeus e quaisquer refugiados, passam a ser alvo de represálias e perseguições.

Paixão Leal, casado com Rebeca, uma mulher judia alemã com dois filhos pequenos, sente o cerco a apertar. Ao longo da investigação acaba por se ver no meio de uma enorme conspiração com objetivos políticos. Fazer justiça torna-se uma tarefa muito arriscada, que poderá colocar em risco a sua segurança e da sua família.

Este livro foi um desafio, revelou-se bastante mais complexo do que previ, com uma mistura quase indistinguível entre ficção e factos verídicos, os quais são inúmeros, muito bem exploradores e combinados. Momentos houve em que tive que parar constantemente a leitura para pesquisar sobre os temas abordados e descobrir se eram reais.

O período histórico, por si só, já indiciava que seria bastante interessante, mas a contextualização foi realmente muito bem realizada, tornando a narrativa mais rica e densa, dando-me a conhecer alguns factos que desconhecia. Gostei especialmente do recuo a 1920 nos EUA para explicar a vida do protagonista. O autor esmerou-se na pesquisa histórica e na escrita, muito cuidada, sem perder a habitual pitada de ironia. Rendeu-me umas boas gargalhadas em público!

Alguns pormenores desta história (parte ficcional) são insanos, no entanto, por muito que me custe admitir, são também verosímeis, como um lembrete de que se julgamos que foi mau, poderia ter sido muitíssimo pior.

O final é aberto, de tal modo que consigo e gostaria de ver uma continuação, tanto para saber qual o destino do nosso paraíso à beira mar plantado, como de diversas personagens. Para mim foi o menos positivo: o final demasiado apressado e pouco explorado, especialmente se comparado com o desenvolvimento na fase intermédia do livro, o qual talvez pudesse ter sido encurtado. Soube-me a pouco, gostaria de ter sabido mais sobre as personagens principais.

Falando em personagens, elas são o melhor desta história, destaco o Paixão Leal, o Cardoso e o Pereira. Um detetive ex-pugilista americano com um olho de vidro, um detetive que é a caricatura absoluta da portugalidade e um miúdo a quem o regime fez uma lavagem cerebral profunda.

Deus, Pátria e Família, a lição de Salazar e os pontos-chave desta história, uma sátira social que me agradou muito!

Rating: 9 out of 10.

Agora algumas imagens que representam este livro e nossa história recente!

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento ao Grupo Editorial Penguin Random House.

A propósito… “A’deus, Pátria e Família”!

Editorial Presença, Hervé Le Tellier

A Anomalia – Hervé Le Tellier

A nossa verdadeira natureza revela-se nos piores momentos.

SINOPSE

Em junho de 2021, um acontecimento muito estranho altera a vida de centenas de homens e mulheres, todos passageiros de um voo Paris-Nova Iorque. Entre eles: Blake, pai de família e assassino a soldo; Slimboy, popstar cansado de viver na mentira; Joanna, advogada de topo apanhada nos seus erros; ou Victor Miesel, ghostwriter transformado em autor de culto.

Todos acreditam ter uma vida secreta. Nenhum deles imagina a que ponto isso pode ser verdade. Algo de muito estranho está prestes a acontecer.

A Anomalia é, em simultâneo, page-turner, thriller e um romance literário que explora aquela parte de nós que… nos escapa.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Um livro brilhante que mistura ficção científica, thriller e romance! Completamente “fora da caixa”! Escrita e construção narrativa de muita qualidade. Excelente tradução. Características que me renderam uma fantástica leitura.

Mal começamos, somos brindados com a apresentação de várias personagens, as quais têm em comum serem passageiros do voo Air France 006, desde Paris com destino a Nova Iorque.

Vitor Miesel, um tradutor e escritor que poucos conhecem, Joanna, uma advogada apanhada nos seus próprios erros, Slimboy, um cantor nigeriano cansado de viver numa constante mentira e Blake, um aparente pai de família e assassino contratado, entre várias outras vidas, no mínimo, peculiares.

Quando um fenómeno jamais visto ocorre deixando as autoridades a braços com o impensável, o futuro de cada uma destas pessoas é afetado e são as suas reações individuais a chave desta história.

A escrita é irrepreensível, surpreendeu-me por ser quase “demasiado cuidada” para o género e a construção narrativa é inteligente, agarrando-me de imediato. Cada uma das personagens é original e defeituosa. Rapidamente me vi na expectativa de conhecer a reação de cada uma perante a anomalia.

Frustrou-me um pouco não compreender em pleno o fenómeno, não sei se por incapacidade minha ou incerteza propositada plantada pelo autor. Não obstante, todo o resto compensou largamente! Pode parecer um contrassenso, mas creio que o enfoque deste livro vai muito além da ficção científica e se prende, sobretudo, na análise do comportamento humano.

Gostava de me alongar a explicar o meu ponto de vista, mas isso implicaria certamente spoilers. Resta-me recomendar que arrisquem na leitura desta obra de muita qualidade e originalidade.

Rating: 9 out of 10.

Eis alguns dos cenários.

Rita Costa 🖤

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento à Editorial Presença.

Ideias de Ler, José Soares, Porto Editora

Start & Stop – José Soares

Saber parar para manter o equilíbrio entre produtividade, saúde e bem-estar

SINOPSE

Sente que trabalha demasiadas horas? E, quando chega a casa e quer relaxar, só consegue pensar nas tarefas que deixou pendentes? Tem dificuldade em desligar e recuperar a energia de um dia para o outro?

Através da análise de casos reais, nos quais direta ou indiretamente nos revemos, o fisiologista e especialista em performance José Soares demonstra como os ambientes profissionais exigentes podem ter impacto negativo na nossa saúde física e mental, tornando cada vez mais frequentes os estados de cansaço, depressivos e até de burnout.

Com sugestões e estratégias fáceis de implementar, Start & Stop ensina-o a parar, a recuperar e a repor o equilíbrio necessário entre a vida pessoal e profissional, ajudando-o a melhorar a qualidade de vida sem comprometer a produtividade.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Embora este livro não se enquadre nas minhas leituras habituais, mal vi que abordava a temática do stress laboral fiquei interessada porque é algo que me afetou muito e com o qual ainda estou a aprender a lidar diariamente. Sou engenheira civil e recentemente tirei o curso de técnico de exercício físico, o que me deixou com o tempo muito limitado e bastante ansiosa para cumprir com todos os objetivos.

Certamente muitos de vós sentem que trabalham demasiadas horas, gostariam de se conseguir desligar em pleno dos assuntos profissionais ao chegar a casa, relaxar e dormir bem para repor energias. É o equilíbrio que todos gostaríamos, mas que muito poucos conseguem alcançar.

Neste livro, José Soares, através de exemplos reais de pessoas que acompanhou, demonstra que as empresas exigem cada vez mais dos seus funcionários, impondo ritmos de trabalho incomportáveis que têm um impacto muito negativo na sua saúde física e mental. As exigências são de tal nível que as pessoas se veem “obrigadas” a abdicar de questões básicas como manterem uma alimentação saudável, fazerem pausas regulares no trabalho, conviverem, descansarem o necessário, culminando em estados de cansaço profundo e até em problemas mentais.

De forma simples, são-nos mostradas as potenciais consequências da adição pelo trabalho, nomeadamente o burnout, o estado de exaustão física e mental. Importa talvez referir que, em inúmeros casos, este estado não reflete um vício pelo trabalho, mas sim receio constante de sermos substituídos à menor falha ou indisponibilidade de realizar “horas extra”.

Este livro destina-se tanto às chefias e aos responsáveis de Recursos Humanos das empresas, como ao comum mortal que procura equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. São apresentadas diversas sugestões de medidas a implementar pelas empresas que resultarão no bem-estar dos seus funcionários, assim como estratégias que os colaboradores podem e devem adotar para atingirem estabilidade em termos de produtividade, bem-estar e saúde, algumas mais exigentes, outras muito exequíveis.

O autor apresenta uma escrita simplificada, praticamente sem termos complexos, acessível a todos os leitores interessados. Apesar de abordar algumas questões que são aparentemente óbvias, suporta-as, apresentando inclusive resultados de testes que realizou aos indivíduos. Apresenta algumas informações muito interessantes que corroboram que o equilíbrio é a chave para a longevidade. Pessoalmente, identifiquei-me com vários exemplos e houve uma descrição em concreto que me pareceu o retrato fiel de alguém com quem trabalho, que vive de tal forma assoberbado pelo trabalho e por inúmeras responsabilidades, tornando-se uma pessoa completamente impaciente e intolerante ao erro.

Neste compêndio está reunida informação fundamental para vivermos melhor, falta ser realmente aplicada e depende sobretudo de nós mesmos!

Rating: 9 out of 10.

Rita Costa 🖤

Selecionei imagens que representam algumas das informações abordadas ao longo do livro.

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento à Porto Editora e Editora Ideias de Ler.

Editora Objectiva, Grupo Editorial Penguin, Marco Ferrari

A Incrível História de António Salazar – Marco Ferrari

O ditador que morreu duas vezes.

SINOPSE

Na sequência da famosa queda da cadeira, Marcello Caetano é chamado a substituir Salazar no cargo de presidente do Conselho. No entanto, num país dividido entre os que apoiavam o regime e os que eram aterrorizados pela mão de ferro repressiva da PIDE, a situação semicomatosa de Salazar foi mantida em segredo, inclusive do próprio.

Ao longo dos dois anos seguintes, o seu gabinete encenava, diariamente, uma farsa para manter o ditador na ignorância sobre a mais real das quedas: a do poder. Reuniões de conselho e visitas de Estado, entrevistas de rádio e televisão, até uma impressão diária exclusiva do Diário de Notícias – um quotidiano imaginário e escrupulosamente montado para manter na ilusão de poder o líder de um governo autoritário e brutal, responsável pela morte de 22 800 portugueses.

Baseando-se nos testemunhos recolhidos dos 20 000 resistentes presos pela PIDE e das suas práticas implacáveis de terror, Marco Ferrari, escritor e jornalista, devolve à nossa memória colectiva a verdade sobre os dois estranhos anos em que Portugal viveu em coma, com um velho ditador que já não o era.

Uma investigação minuciosa a um período em que a realidade superou a ficção: a queda de Salazar – da cadeira, do poder e da vida.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Há muito que queria ler um livro de não ficção que retratasse a vida de António de Oliveira Salazar. O que nos transmitem na escola é quase nada e, dado que a minha formação superior se afastou muito das áreas de História e Línguas, senti que deveria aprofundar um pouco mais os meus conhecimentos sobre este homem que tantos repudiam.

Lendo o resumo, à partida poderia pensar-se que o livro se focaria nos dois anos em que Portugal viveu sob uma mentira piedosa, em que todos encenaram que Salazar continuava a ser o chefe do governo, mas vai muito além. Obviamente descreve a famosa situação da queda da cadeira e todos os acontecimentos consequentes, mas Marco Ferrari dá-nos também a conhecer as origens humildes do ditador, o seu percurso e até a sua vida amorosa menos ortodoxa do que expectável, a situação política e militar que Portugal enfrentou desde a implantação da república e o terror imposto pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado.

Confirma-se, havia tanto sobre este homem e sobre os seus anos de supremacia que desconhecia, informações que neste livro nos são fornecidas de forma imparcial, muitas vezes com uma pitada de ironia. Curiosamente, Salazar era bastante irónico, quem diria perante o seu habitual semblante tão sério e austero. Interessante constatar o poder que este homem tão reservado teve sobre uma nação, capaz de, mesmo enfermo e com limitadas capacidades, ter motivado tamanha farsa, como se todos estivessem em dívida e quisessem que morresse com o sentimento de eternidade.

O jornalista e escritor Marco Ferrari viajou para Portugal quando se deu a Revolução dos Cravos e desde então começou a reunir informações, uniu pedaços de histórias, documentos, gravações e numerosos testemunhos neste compacto livro, que ainda assim comporta muita informação. Apreciei a forma de escrita e, sobretudo, a imparcialidade como expôs as situações. Aponto como negativo a quantidade de nomes de personalidades mencionados em diversos momentos, os quais julgo seriam suprimíveis sem afetarem a narrativa. Não obstante, foi uma excelente leitura!

Rating: 9 out of 10.

Eis algumas imagens reais.

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial agradecimento ao Grupo Editorial Penguin.

B. A. Paris, Editorial Presença

O Dilema – B. A. Paris

Tudo por quem amamos.

SINOPSE

Livia faz quarenta anos e vai dar uma festa de arromba para compensar a do casamento, que nunca chegou a acontecer. Vão estar presentes todas as pessoas de quem mais gosta, exceto a filha, Marnie, que está a estudar no estrangeiro. Contudo, embora Livia adore Marnie, está secretamente satisfeita por a filha não poder estar presente. Livia tem de contar a Adam algo sobre a filha de ambos, mas está à espera do fim da festa para poderem desfrutar deste último momento de felicidade.

Adam quer que tudo seja perfeito para Livia e, por isso, combinou com Marnie a sua vinda a casa para surpreender a mãe no dia do aniversário. Durante o dia, Adam recebe uma notícia terrível. Tem de a contar a Livia, porque a festa não pode acontecer. Mas ela está tão feliz, tão entusiasmada… e os convidados estão prestes a chegar.

Neste livro de tirar o fôlego e partir o coração, acompanhamos o dia que irá mudar a história desta família para sempre. Até onde podemos ir para dar mais algumas horas – as últimas – de felicidade a quem amamos?

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Sempre que um novo livro de B. A. Paris seja editado em Portugal irei querer ler, com consideráveis expetativas. Li (devorei) todos os anteriores, dos quais, sem exceção, gostei muito. Têm uma escrita muito acessível e são extremamente viciantes, diria eu, ideais para quando pretendemos uma leitura que exija menos de nós.

Deixo, de seguida, os links para as opiniões dos outros livros publicados em Portugal.

Parti para esta leitura com a expetativa de se tratar de um thriller psicológico, como habitualmente, porém não classificaria este livro como tal. É, na verdade, um drama familiar.

Toda a história se centra em Marnie, uma jovem de 19 anos. A mãe, Livia, vai celebrar os seus 40 anos com uma festa memorável, com a qual pretende sarar a ferida da festa de casamento que nunca teve oportunidade de realizar. Todos os que mais ama estarão presentes com exceção da filha, Marnie, que se encontra a estudar um Tóquio. Por mais errado que lhe pareça, está aliviada com a sua ausência porque tem um segredo grave sobre ela para contar a Adam, o pai, o qual afetará as suas vidas de forma muito negativa.

Secretamente, Adam planeou com Marnie o seu regresso antecipado para surpreender a mãe. Contudo, durante o dia do aniversário recebe uma notícia terrível e debate-se com a dúvida: contar-lhe de imediato e arruinar a festa com que Livia sonha há mais de 20 anos ou aguardar até ao final da festa e arriscar que ela nunca lhe perdoe?

Este livro, à semelhança dos anteriores, mantém a escrita simples e direta e o estilo de construção da narrativa, que torna a leitura muito viciante, enquanto saltamos entre os pensamentos de Livia e Adam e somos confrontados com os seus receios e, por vezes, desespero.

A história em si, para mim, foi previsível, facto agravado por um infeliz spoiler, que aniquilou qualquer possibilidade de ser surpreendida. Talvez por não me conseguir imaginar naquela situação, tanto por não ter filhos, como por considerar muito pouco provável que uma situação similar pudesse de facto acontecer, acabei por não ficar rendida.

Dito isto, apesar do que referi, recomendo a sua leitura aos fãs da autora, a quem goste de drama e sobretudo a quem já tenha filhos, porque, nesse caso, esta poderá ser uma história que vos toque de forma muito mais pessoal e vos deixe os “nervos à flor da pele”.

Rating: 7 out of 10.

Rita Costa

Não podiam faltar os cenários do livro!

Podem adquirir este livro aqui.

Um especial obrigada à Editorial Presença.

Delia Owens, Porto Editora

Lá Onde O Vento Chora – Delia Owens

Preso no coração, O amor é como uma fera enjaulada, Que devora a própria carne, O amor quer-se livre, para ir onde quiser, Escolher o seu porto de abrigo, E respirar.

Amanda Hamilton, Lá Onde O Vento Chora

SINOPSE

Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. À medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a Natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida.

O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove. E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. É então que o impensável acontece.

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

Finalmente li um dos recentes (salvo seja, pois foi publicado em 2019) hypes literários, “Lá Onde o Vento Chora” de Delia Owens, o qual prometia ser uma obra que me emocionaria e que não me desiludiu!

A pequena Kya viu-se abandonada pela mãe com apenas 6 anos. Aos poucos todos os irmãos seguiram o mesmo caminho, bem como o pai. Largada por todos, o instinto de sobrevivência falou mais alto e rapidamente aprendeu a ser autosuficiente, sobrevivendo com muito pouco. Apaixonou-se pelo pantanal e pelos seus animais, tudo o que sempre conheceu como casa e família.

Longe do mundo, as poucas interações que travou com outros seres humanos mostraram-lhe que não havia lugar para ela. Naturalmente foi criando barreiras, tornando-se cada vez mais solitária e esquiva. Contra todas probabilidades, cresceu e tornou-se uma mulher belíssima.

Quando um dos meninos de ouro de Barkley Cove morre de forma inesperada e inexplicável, a desconfiança da população recai em peso sobre Kya. Será a “Miúda do pantanal” capaz de provar a sua inocência?

Delia Owens tem o dom de nos fazer sentir uma forte conexão com a natureza que descreve. Se à partida a palavra “pântano” me poderia levar a pensar num sítio repleto de putrefação, a autora foi capaz de me provar que existe beleza nesse lugar recôndito.

A história de vida de Kya, mesmo não sabendo até que ponto poderá ser interpretada como verosímil, é profundamente inspiradora, pela forma como aquela criança é abandonada, vive (sobrevive) numa solidão impensável e cresce como um ser sensível e inteligente. É como uma lenda sobre solidão, sobrevivência, perserverança e amor, com a natureza selvagem como pano de fundo.

Apesar de um início lento, fiquei presa à narrativa na expetativa de descobrir o desfecho do caso, uma abordagem inteligente da escritora. A reviravolta final foi surpreendente, dando um termo brilhante à história!

Outros aspetos interessantes são as referências à segregação racial e à discriminação contra mulheres, presente na cidade ficcional de Barkley Cove, onde brancos e pretos não tinham acesso aos mesmos espaços, nem as mulheres podiam dirigir-se a alguns locais exclusivos dos homens.

Li esta obra numa fase de muito trabalho e cansaço, o que me impediu de desfrutar devidamente da sua leitura e arrastando-a por vários dias. Desta forma acabou por perder o seu impacto e por isso não consigo atribuir a pontuação máxima. Não entrando no pódio dos meus favoritos, este livro tem certamente um lugar especial no meu coração.

Rating: 9 out of 10.

Deixo-vos algumas imagens dos cenários ficcionais do livro, os quais espelham os contornos do meu imaginário.

Já leram este livro?

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.

Marta, obrigada por me teres “obrigado” a ler este livro! Quando um livro se torna demasiado popular eu desenvolvo uma certa aversão, mas neste caso valeu absolutamente a pena. É popular com muito mérito!

Porto Editora, Richard Zimler

Insubmissos – Richard Zimler

Será essa a essência da fé – a certeza irracional de que estamos em segurança e de que alguém vela por nós?

Richard Zimler, Insubmissos

SINOPSE

Depois da morte de muitos dos seus amigos, um professor de guitarra clássica, mundano, judeu e antiga estrela da equipa de basquetebol de Greenwich Village, decide abandonar os Estados Unidos e procurar uma nova vida em Portugal. Mas aquilo a que ele chama o eclipse viral da sexualidade persegue-o até ali, quando António, o seu mais talentoso aluno, testa positivo para VIH e ameaça desistir da vida aos vinte e quatro anos. Desesperado por mostrar ao jovem que ele ainda tem um futuro pela frente, «o Professor» organiza uma viagem de carro com destino a Paris, esperando ser capaz de convencer um virtuoso a aceitá-lo como aluno. O pai de António, um homem rígido e presença distante na sua vida, decide acompanhá-los e, de passagem, os três mergulham num triângulo de aventuras, violência e revelações pessoais. Será que de caminho vão encontrar uma oportunidade de redenção?

SINOPSE ALARGADA & OPINIÃO

“Insubmissos”, ou como na edição original “Unholy Ghost“, foi publicado pela primeira vez em 1996 nos EUA e no Reino Unido, enquanto em Portugal havia sido recentemente publicado “O Último Cabalista de Lisboa”, o qual foi um enorme sucesso. Consequentemente, à data a editora da Quetzal, Maria da Piedade, perguntou a Zimler se tinha outro livro para publicar. Quando leu “Os Insubmissos” ficou rendida, mas também ciente que a obra e o autor seriam alvo de críticas e talvez quezílias, pelo que lhe recomendou que não deveriam avançar com a publicação. Portugal era um país preconceituoso. Infelizmente, ainda é.

Motivado pela pandemia da Covid-19, Zimler decidiu finalmente tirar “Insubmissos” do armário e partilhar com os portugueses esta bela obra.

Este livro conta a história de António, um jovem e promissor guitarrista, que acaba por contrair o vírus VIH. Fica completamente angustiado, sentindo que a sua vida acabou de ser decepada. Descreve-nos depois uma viagem entre as cidades do Porto e Paris, com paragem em Madrid, onde o seu professor e o seu pai, Miguel, lhe tentam transmitir que enquanto a doença não se apoderar dele ainda poderá ser feliz e brilhar enquanto músico.

Este percurso revela-se bastante atribulado, marcado por conflitos, impaciência e desespero. Sob este clima, todos os protagonistas revelam fragilidades e torna-se uma oportunidade de descoberta pessoal, funcionando como uma purga.

É impressionante que esta obra tenha sido escrita há mais de 20 anos, porque facilmente passaria por ser atual. Não se sente qualquer regressão na escrita do autor, a qualidade já estava bem patente, destacando-se até!

A quantidade de temas abordados ao longo da narrativa, que à medida que fui lendo nem me apercebi, é enorme, fala sobre VIH, homossexualidade, preconceitos, homofobia, amor no verdadeiro sentido da palavra, morte e a forma como lidamos (ou não) com ela, dependências (mais ou menos convencionais), arte, história, judeus, autoconhecimento, esperança, um sem fim de assuntos. Descreve a cidade do Porto como nunca a conheci e teria gostado.

O livro é especial pela forma como é escrito, por tudo o que nos transmite e pelas barreiras que tenta quebrar num país ainda muito tacanho. Talvez pela sua carga não o tenha conseguido ler ao meu habitual ritmo, exigindo de mim bastante atenção.

Rating: 8.5 out of 10.

Deixo-vos alguns dos magníficos cenários deste livro, desta aventura. Sim, porque este livro torna-se uma viagem para o leitor.

Rita Costa

Podem adquirir este livro aqui.